Páginas

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Hoje vai ser uma festa♫

Não sou o tipo de pessoa que adora presentear amigos, porque eu nunca sei o que dar a eles. E também não faço o tipo "pessoa criativa". Mas, por ironia do destino, talvez, eu tenho vontade de presentear justamente aqueles amigos para quem é complicado entregar um presente. Aí entra a criatividade. Eu já falei aqui no blog, milhares de vezes, sobre os meus amigos que moram longe. A distância exige a nossa criatividade para que façamos supostas comemorações e etc, etc.
Hoje o membro mais novo do trio completa 19 aninhos (oh, que lindo...). É o terceiro aniversário que posso "celebrar" com ele. Nesses anos, já viramos a meia noite juntos no msn, já mandei scraps no orkut, depoimentos, e-mails, replys no twitter...Esse ano pensei em fazer alguma coisa diferente, ou não tão diferente assim...
Descrever o Zé não é muito fácil, mas falar sobre a nossa relação é facílimo.
Ele é uma das pessoas mais insistentes/persistentes que eu conheço. E esse conheço é um tanto quanto relativo, uma vez que nós não nos conhecemos pessoalmente. (Zé, não dá pra considerar o episódio da foto como "conhecer pessoalmente"). Se é um amigo virtual? De jeito nenhum! É muito mais amigo do que muitas pessoas que eu vejo diariamente. Afinal, falo dele como se o tivesse visto ontem na pizzaria enquanto eu percorria algum caminho trivial e constante, ele invade minha rotina.
Esse amigo nordestino é um conjunto de coisas (e viva a coisificação do mundo!): Kid Abelha, O pequeno princípe, Harry Potter, engenharia de produção, romantismo, filmes, seriados, músicas, crônicas, religião, dias nublados (aliás, ele nasceu no lugar errado, #fato), contabilidade (Rá), OLP,  responsabilidade, carisma, ira, organização, disquetes... Essa lista vai longe.
Nos chamamos de bebês e eu nem lembro mais porque. Segundo o Zé, é porque precisamos cuidar um do outro, o que de fato acontece. Essa pessoinha vive merecendo uns puxões de orelha, e eu também não fico para trás. É a ele que eu recorro quando preciso de colo ou quando necessito dividir minha alegria com alguém. E quando isso acontece eu me sinto tão bem...
Feliz aniversário, sucesso nesta vida universitária que inicia no próximo semestre. Guarda um pedaço de bolo pra mim, um dia eu busco.

Na verdade, tu que é o meu reflexo de felicidade.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Quase centenário

“Eu sou Luiz Antonio Sampaio de Oliveira, nascido em 1º de fevereiro de 1915, no interior do Rio Grande do Sul, chamado Maria Santa”.Assim se apresentou o meu avô, em 2005, em uma entrevista ao Bom Dia Brasil. Esse sonho, o de aparecer na televisão em rede nacional, ele alcançou. O outro, de festejar o centenário de vida, infelizmente não.

Quando eu olho pra trás, e tento lembrar do meu avô, vejo-o nitidamente em cima de um cavalo, abrindo o desfile da semana farroupilha, carregado a bandeira do Rio Grande do Sul. Lembro também, nas incontáveis despedidas de domingo, quando ele sempre perguntava: "Já arrumou? Escolhe bem, não pode ser qualquer um...". Lembro da minha festa de 15 anos, que mesmo que ele já tivesse alguma dificuldade de locomoção, dançou a valsa comigo, e foi aplaudido de pé. (vale ressaltar que eu não sabia dançar, mas que ele sempre foi um pé de valsa).

Sempre tive o maior orgulho de dizer a idade dele, 96 anos. Afinal, são poucas, pra não dizer raras, as pessoas que chegam nessa idade. Todo domingo era sagrado, íamos ver o vô que tinha vindo da estância, contra a vontade própria, para passar o final de semana na cidade. Mas de um ano pra cá, mais ou menos, ele não voltou mais para a estância que ele tanto amava. Apesar de ter um tipo "de temperamento que não admite parar muito", ele parou. O alzheimer veio chegando aos poucos, e uma pequena esquemia fez com que fosse necessária a fisioterapia nas pernas.

No último final de semana, em decorrência de pedras na vesícula, ele foi internado para uma cirurgia. Em resumo, em menos de 12 horas o senhor com 96 anos passou por duas cirurgias, e consequentemente, duas anestesias gerais. Passou bem, para a alegria da família e dos médicos, que ficaram admirados da força daquele coração. Mas as coisas mudaram. E ele partiu dois depois.

Pra mim ele foi um grande homem, apesar da baixa estatura. E um comentário, que ouvi no sepultamento, só vem a completar o que eu disse. "Cada pedaço dessa cidade, tem um pedaço do S. Luiz".

sábado, 26 de fevereiro de 2011

E se...

E se nós não tivéssemos nos mudado?
E se tivesse morado sempre na cidade?
E se eu ainda fizesse ballet, teatro, espanhol, artesanato?
E se, como meus pais queriam, eu tivesse mudado de escola?
E se eu tivesse trancado o inglês? Ou pior, e se eu nem tivesse feito?
E se eu tivese ido para os Estados Unidos?
E se eu tivesse feito outros amigos durante o ensino médio?
E se eu não tivesse escrito aquele texto?
E se eu tivesse sido classificada?
E se nós estivéssemos juntos até hoje?
E se eu tivesse optado por Engenharia Ambiental ou Psicologia?
Ou ainda, se eu tivesse mudado para Porto Alegre para fazer cursinho?
E se eu fosse filha única?
E se eu tivesse feito escolhas diferentes?
E se eu tivesse dito mais "sins" ou mais "nãos"?
E se eu tivesse sido menos paciênte e menos racional?
E se eu conseguisse agir por impulso, sem pensar duas vezes?
E se eu tivesse dito tudo o que eu sentia?
E se eu não tivesse entregado o papel para a moça?
Tudo seria muito diferente.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Um dia qualquer


Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida. Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro. Carlos Drummond de Andrade

O sol que iluminava o dia lá fora foi encoberto pelas nuvens e o vento chega com força. Aqui dentro, estou sozinha e sem energia elétrica. Temos esse problema aqui em casa, qualquer manifestação do tempo resulta na falta de luz. Por falar em manifestação do tempo, começou a chover. Sem internet, sem TV, sem rádio e até sem sinal no celular. Fico isolada do resto do mundo, mas concentrada no meu. Olho a minha volta. Várias fotos pelo meu quarto. Quantas pessoas há nelas? Quantas histórias elas guardam? Algumas delas juraram amizade eterna, outras fizeram parte da minha infância ou de momentos inesquecíveis. Mas são poucas as que eu ainda tenho contato, as que eu sei que eu posso telefonar a qualquer hora do dia para rir ou chorar. Mas amanhã ou depois, essas pessoas podem ser substituídas por outras que aparecerão, e assim a vida segue. Olhando essas fotografias posso perceber como eu me apego as pessoas, ou melhor, a dificuldade que eu tenho em me desapegar delas. Lá fora ainda chove. Aqui dentro a energia ainda não voltou.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Para uma pessoa especial

Vivo buscando explicação para coisas sem explicação. Entre elas está a amizade com o Elson (RJ) e com o Zé (PE). Hoje de manhã, quando eu entrei no orkut, não acreditei no que eu vi. Busquei "mais informações" e vi que era tudo verdade, embora parecesse mentira.  No início era só mais uma mãe de um amigo, um amigo bem especial é verdade. Depois se tornou uma pessoa muito importante pra mim. Uma mulher que fazia tudo pela família, que sempre dava o ar da graça no Skype, com aquele sotaquezinho fluminense. Ela sempre aparecia na webcam para dar um alô, enquanto eu conversava com o filho dela. Com o tempo, eu fui percebendo o quanto eu também tinha me tornado especial para ela, tanto que, quando ela soube que eu iria para o Rio, fez questão que eu fosse visitá-la. Nunca vou esquecer da primeira vez que a vi. Aquele sorrisão enorme no rosto enquanto eu ainda subia as escadas. Para minha surpresa, além do sorriso, também tinham lágrimas no rosto dela. Lágrimas de emoção, pelo nosso encontro. Ela me recebeu com um forte abraço e dizendo que estava muito feliz por conhecer a amiga gaúcha do filho. Foram momentos breves, mas que eu levarei para sempre. Na hora da despedida, mais emoção e o desejo do reencontro. Infelizmente esse reencontro não vai acontecer. Infelizmente eu não vou mais ligar pra casa deles e ser atendida por ela. Não vou mais ver aquele rosto alegre pelo monitor do computador. Não vou mais ouvir ela me chamar de "norinha". E infelizmente eu e o Zé não podemos estar lá na Rio hoje, para dar um abraço bem forte no terceiro membro do trio de três. Mas eu sei que ele está recebendo toda a energia positiva que nós estamos enviando para ele. Sei também que ele pode sentir a nossa presença lá.

Sabem as explicações que eu disse que não existem? Pois é. Hoje eu procurei a explicação pela dor que eu senti pela perda de alguém que eu vi uma única vez, e que estava tão longe. Talvez se fosse alguém daqui de perto, com quem eu tenho mais convívio, não seria tão difícil. A explicação? Mais uma vez eu não encontrei.

A distância nunca atrapalhou a nossa forte amizade (minha, do Elson e do Zé), embora muitos por aqui não acreditem que ela seja tão forte assim. Mas hoje, excepcionalmente hoje, a distância atrapalha, faz doer um pouquinho mais.

Fica aqui, o meu carinho por essa grande mulher.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010

Ano novo na praia. 1º (e último) Planeta Atlântida. O verão mais quente de todos. 3º semestre. Jornalismo Impresso I. Trio. Agência A4. Novos bixos, novos amigos. Velhos amigos somem. Telejornalismo. Casamento. Despedida. 5ª Edição do Focas do Q?. Fonte internacional. Copa do Mundo. Derrota na Copa do Mundo. Orgulho de ser brasileiro. Trio. Rio de Janeiro. Reencontro. Despedida. Cristo Redentor. Pão de açúcar. Primas. Ótimas companhias de viagem. Globo – Projac. Reencontro “inesperado”. Despedida². Cobertura online via twitter.Saudade. 4º semestre. Maurício Kubrusly. Fotojornalismo II. Cobertura da Feira do Livro. Chuva. Trio. Agência A4. Jornalismo. 3º Bate-Papo Pilhado. 6º Focas do Q?. Cases. Sonhos. Trio. 15 anos³. Semana Acadêmica. Amigos. Cansaço. Certeza de dever cumprido. Viva Unisc. 2 anos de Olimpíada. Saudade. Inveja. Emoção. Medo. Dúvida. Alto QI. TOC. Planos.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Família A4

Todos nós temos aquele lugar para chamar de segundo lar, o meu é a Agência A4. Comecei o voluntariado lá como uma legítima foca. Estava no primeiro semestre de jornalismo, fazia apenas duas disciplinas e nem sabia o que era um lead. Mas a vida é cheia de desafios, e é na necessidade que se aprende.

Quatro semestres já se passaram e eu posso dizer que fiz muita coisa por lá. Como esquecer da primeira entrevista, com o Bira Dornelles, produtor do Lobão? Impossível esquecer as coberturas da Feira do Livro de Santa Cruz do Sul, abaixo de chuva, mas sempre tão divertidas e produtivas. E a decepção com o global Maurício Kubrusly? E as coberturas via twitter, que excediam o número de postagens? E ainda as duas últimas Semanas Acadêmicas, com  todos os imprevistos, correrias, cansaço? Essas coisas marcam porque são positivas. É com elas que ganhamos experiência e das quais temos muitas histórias para contar. Mais do que isso, estar na Agência A4 é fazer parte de uma família.

Quando eu conto para alguns amigos que eu saí de casa às 15:00, passei por quatro ônibus para chegar na Unisc, eles não entendem. Eu entendo. Eu vou porque me sinto bem lá, porque lá tenho amigos de verdade, tem diversão, tem trabalho sério, tem uma equipe unida e que sabe trabalhar junto. A integração reina naquelas salas. Digo naquelas salas, plural, pois me refiro também aos outros núcleos, RP e Mídia.


E as nossas festinhas? Como bem escreveu a Spilimberguinha, "traz a tua cadeira e junte-se a nós". Um litro de refrigerante e uma torta são mais do que suficientes para uma boca-livre na agência, para aquela "junção" especial de comunicadores. A cobertura foi um sucesso? Bora comemorar! Tudo é motivo para festa. Tudo é motivo para matéria. tudo é motivo para cooperação.


Hoje eu não sou mais voluntária, sou bolsista. Porém bolsistas tem "prazo de validade", e quando o meu acabar, não abandonarei a A4, voltarei a ser voluntária. Afinal, lá é minha segunda casa. É lá que tá a minha segunda família.