domingo, 3 de julho de 2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Muito mais que uma pauta
Ansiedade. Curiosidade. Pontualidade. Na hora marcada toquei a campainha do apartamento e ela me esperava. O marido e as crianças, ainda não estavam. Sentamos, liguei o gravador e peguei o roteiro com as perguntas. O roteiro foi em vão. Tínhamos muitas experiências em comum e a entrevista acabou sendo isso: uma troca de experiências. O marido e as crianças chegaram e eu conversei com eles, me sentindo cada vez menos sozinha nessa sociedade cheia de estereótipos. Eu fazia perguntas e respondia à elas também. Mas aí veio uma pergunta, que está registrada no áudio capturado pelo gravador, que me fez refletir. Eu deveria responder com sim ou não. Disse não, porém fiquei na dúvida. Isso nem precisava ter sido gravado, porque eu nunca mais vou esquecer. Nunca mais.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Doce Companhia
Não, esse post não é sobre o livro da Laura Restrepo. Mas sim sobre a parte mais importante, e marcante, da viagem à Londrina, no Paraná, há uma semana.
Sabe quando tudo parece dar errado? Problemas com as passagens, a falta de roupas adequadas para o clima da cidade, a longa distância de um lugar a outro, a falta de calçadas, a localização do hotel, a terra, as buzinas, os horários, a falta de organização do evento, a oficina que não era uma oficina, a falta de conhecimento geográfico sobre o lugar, a falta de... tudo! E agora, quando paro para pensar, a viagem foi ótima, mas foi ótima, porque eu tinha duas amigas incríveis comigo, que fizeram com que tudo fosse muito divertido, e também pelas outras companhias de congresso e viagem, que tiveram presença igualmente fundamental. Além disso, um desejado reencontro.
Não tem como esquecer as tentativas frustradas de pegar um ônibus até o centro, no primeiro dia. Ou o calor que passamos; a espera no calçadão; o reencontro com a Natália; as apresentações dos trabalhos da Unisc, que deixaram a banca sem palavras; o passeio no shopping com o profê; o aniversário da Daia, e todas as suas pérolas; a surpresa com a premiação, o relógio despertando às 3:00 AM para voltarmos para casa; e o nascer de sol mais lindo que já vimos; e todo o resto que está nas entrelinhas. HAHA
Com certeza, uma viagem inesquecível, com as melhores companhias.
Sabe quando tudo parece dar errado? Problemas com as passagens, a falta de roupas adequadas para o clima da cidade, a longa distância de um lugar a outro, a falta de calçadas, a localização do hotel, a terra, as buzinas, os horários, a falta de organização do evento, a oficina que não era uma oficina, a falta de conhecimento geográfico sobre o lugar, a falta de... tudo! E agora, quando paro para pensar, a viagem foi ótima, mas foi ótima, porque eu tinha duas amigas incríveis comigo, que fizeram com que tudo fosse muito divertido, e também pelas outras companhias de congresso e viagem, que tiveram presença igualmente fundamental. Além disso, um desejado reencontro.
Não tem como esquecer as tentativas frustradas de pegar um ônibus até o centro, no primeiro dia. Ou o calor que passamos; a espera no calçadão; o reencontro com a Natália; as apresentações dos trabalhos da Unisc, que deixaram a banca sem palavras; o passeio no shopping com o profê; o aniversário da Daia, e todas as suas pérolas; a surpresa com a premiação, o relógio despertando às 3:00 AM para voltarmos para casa; e o nascer de sol mais lindo que já vimos; e todo o resto que está nas entrelinhas. HAHA
Com certeza, uma viagem inesquecível, com as melhores companhias.
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Viagem
Destino
Tínhamos certeza de que aquele dia 19 de novembro de 2008 seria o último, embora o desejo do reencontro fosse imenso. Mas o tempo passou, alguns contatos se perderam, outros ficaram escassos, porém, felizmente, alguns ganharam dimensões inimagináveis. Eis que o destino, ano passado, "coloca" uma oportunidade de viagem, oferecida pela faculdade, e o destino não poderia ser outro. Primeiro reencontro.
e quando tudo parecia mais uma vez difícil, uma amiga vai estudar e morar em outra cidade. Fui visitá-la, passar um final de semana e, voalá, segundo reencontro.
A esperança aumenta, claro. E com ela planos de rever mais pessoas. Alguns roteiros imaginados, sem previsão de execução.
E o 1º semestre de 2011 começa, e com ele a vontade de participar do Intercom Sul, em Londrina, Paraná. Um estado que não estava no roteiro. Mas pera aí, é lá que mora aquela suposta irmã perdida, que dividiu o quarto comigo, que passava horas cantando, e que era a pessoa que eu tinha mais vontade de rever quando voltamos de SP. É, a menina do céu. Procurei o número de celular dela, perdido em algum lugar, pra ver se ela ainda morava em Londrina.
Contato feito. Surpresa com a empolgação da resposta. Tudo certo. E assim, como em 2010, em 2011, maio trouxe uma ótima surpresa. Terceiro reencontro.
e quando tudo parecia mais uma vez difícil, uma amiga vai estudar e morar em outra cidade. Fui visitá-la, passar um final de semana e, voalá, segundo reencontro.
A esperança aumenta, claro. E com ela planos de rever mais pessoas. Alguns roteiros imaginados, sem previsão de execução.
E o 1º semestre de 2011 começa, e com ele a vontade de participar do Intercom Sul, em Londrina, Paraná. Um estado que não estava no roteiro. Mas pera aí, é lá que mora aquela suposta irmã perdida, que dividiu o quarto comigo, que passava horas cantando, e que era a pessoa que eu tinha mais vontade de rever quando voltamos de SP. É, a menina do céu. Procurei o número de celular dela, perdido em algum lugar, pra ver se ela ainda morava em Londrina.
Contato feito. Surpresa com a empolgação da resposta. Tudo certo. E assim, como em 2010, em 2011, maio trouxe uma ótima surpresa. Terceiro reencontro.
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sexta-feira, 13 de maio de 2011
Era uma casa...
Sabia que precisava ir lá, mas as coisas estão bem diferentes. Mesmo assim, ela sentia uma certa obrigação, um compromisso, de fazer pelo menos uma visita. Respirou fundo e telefonou pra ver se tinha alguém em casa. Minutos depois estava lá.
Ela ia lá toda a semana. Sentia-se tão à vontade como se estivesse em casa e é lá que está boa parte das lembranças. Mas as coisas estão bem diferentes. Aquele lugar, que fora cenário de tanta diversão, agora parecia estranho. Apesar do tempo ter passado, tudo estava no mesmo lugar, como ela bem lembrava. Quando entrou na porta, aquele conforto e aconchego deram lugar para a estranheza. A intimidade das incansáveis conversas foram substituídas pelo silêncio, que era quebrado por algumas perguntas impessoais. E não era só isso. Ela tinha a sensação que a outra iria entrar pela porta a qualquer momento. Ia chegar com uma calça preta, um casaco laranja, o cabelo preso de qualquer jeito e usando chinelos e meias. Iria sentar, tomar um chimarrão, falar qualquer coisa e voltaria pra casa, porque precisava lavar a louça ou fazer uma sobremesa. No entanto, era só uma sensação, isso não ia acontecer.
A conversa foi tomando outros rumos, e por vezes teve vontade de chorar. Em outros, teve a certeza de que nada havia mudado, ou pelo menos, que tudo poderia voltar a ser como era antes. Mas isso, ah...isso só o tempo irá dizer.
Ela ia lá toda a semana. Sentia-se tão à vontade como se estivesse em casa e é lá que está boa parte das lembranças. Mas as coisas estão bem diferentes. Aquele lugar, que fora cenário de tanta diversão, agora parecia estranho. Apesar do tempo ter passado, tudo estava no mesmo lugar, como ela bem lembrava. Quando entrou na porta, aquele conforto e aconchego deram lugar para a estranheza. A intimidade das incansáveis conversas foram substituídas pelo silêncio, que era quebrado por algumas perguntas impessoais. E não era só isso. Ela tinha a sensação que a outra iria entrar pela porta a qualquer momento. Ia chegar com uma calça preta, um casaco laranja, o cabelo preso de qualquer jeito e usando chinelos e meias. Iria sentar, tomar um chimarrão, falar qualquer coisa e voltaria pra casa, porque precisava lavar a louça ou fazer uma sobremesa. No entanto, era só uma sensação, isso não ia acontecer.
A conversa foi tomando outros rumos, e por vezes teve vontade de chorar. Em outros, teve a certeza de que nada havia mudado, ou pelo menos, que tudo poderia voltar a ser como era antes. Mas isso, ah...isso só o tempo irá dizer.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
#Valentin
Tentem resolver o desafio abaixo:
Cinco compradores foram a uma floricultura adquirir rosas para decorar a festa de formatura. Siga as dicas e identifique os compradores e a quantidade que cada um comprou.
1- Tobias que não usa bigode e nem chapéu, comprou 1 unidade de milhar e 5 centenas a menos que Timóteo.
2- Timóteo, que usa bigode, mas não tem chapéu, comprou 2 unidades de milhar, 5 centenas e 5 dezenas de rosas.
3- Pedro, que não tem bigode, mas usa chapéu, comprou 7 dezenas e 6 unidades a mais que Timóteo.
4- Miguel, que tem bigode e chapéu, comprou 1 unidade de milhar, 2 dezenas e 5 unidades a menos que Timóteo.
5- Evaristo, que é careca e usa óculos, comprou o dobro do valor mais 1 dezena e 5 unidades a mais que Timóteo.
O Valentin, do alto dos seus oito anos, acaba de resolver, em menos de 10 minutos. E sem fazer nenhuma anotação.
Cinco compradores foram a uma floricultura adquirir rosas para decorar a festa de formatura. Siga as dicas e identifique os compradores e a quantidade que cada um comprou.
1- Tobias que não usa bigode e nem chapéu, comprou 1 unidade de milhar e 5 centenas a menos que Timóteo.
2- Timóteo, que usa bigode, mas não tem chapéu, comprou 2 unidades de milhar, 5 centenas e 5 dezenas de rosas.
3- Pedro, que não tem bigode, mas usa chapéu, comprou 7 dezenas e 6 unidades a mais que Timóteo.
4- Miguel, que tem bigode e chapéu, comprou 1 unidade de milhar, 2 dezenas e 5 unidades a menos que Timóteo.
5- Evaristo, que é careca e usa óculos, comprou o dobro do valor mais 1 dezena e 5 unidades a mais que Timóteo.
O Valentin, do alto dos seus oito anos, acaba de resolver, em menos de 10 minutos. E sem fazer nenhuma anotação.
domingo, 1 de maio de 2011
Não precisava ser tão rápido
Há dias eu tenho pensado em amigos que se perderam no tempo. Não amigos quaisquer, mas melhores amigos. E lembrei de um texto, que dizem ser do Vinícius de Moraes, que eu reproduzo abaixo.
"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...
Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...
Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...
Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo... [...]
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...
Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...[...]".
Pois é, só não imaginei que isso fosse acontecer tão cedo. Sábado, estávamos todos lá. Os colegas da escola, aqueles melhores amigos, o pessoal das festas, das jantas, das conversas jogadas fora. Toda uma geração reunida, depois de muito tempo, para dizer um adeus a uma amiga.
"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...
Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...
Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...
Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo... [...]
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...
Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...[...]".
Pois é, só não imaginei que isso fosse acontecer tão cedo. Sábado, estávamos todos lá. Os colegas da escola, aqueles melhores amigos, o pessoal das festas, das jantas, das conversas jogadas fora. Toda uma geração reunida, depois de muito tempo, para dizer um adeus a uma amiga.
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